Parar de roer unhas lembrando de Florence Griffith-Joyner

Parar de roer unhas, esse é o assunto. Não quero falar sobre recordes, disputar estórias sobre dopping, falar sobre a mulher mais rápida do mundo. Quero falar sobre alguém que nos inspira até hoje, por sua humanidade, sua beleza, sua força. Foi assim que aprendi a ver as imagens de Florence Griffith-Joyner. Não é sobre quebrar o recorde dos 100 metros em 1988 nas olimpíadas, é sobre uma detalhe que fez toda a diferença enquanto fazia isso, suas unhas como mostra essa imagem inesquecível.

Florence Griffith Joyner, Refinery 29.

Essas foi uma das imagens mais poderosas que vi transmitidas pela televisão quando era criança e mesmo sem entender o que aquilo significava, ver aquelas mãos todas coloridas me inspirou. E que ficaram na memória da quela criança que queria muito parar de roer unhas.

Bem, sou roedora até hoje e se acontece o mesmo com você, sabe muito bem que é uma ótima metáfora para quem vive se escondendo, com vergonha, com medo. E não falo apenas na vida social, aquela do trabalho, das amizades, das carícias trocadas entre amantes. É aquela ansiedade de quem se vê sozinho, com os dedos encolhidos para a vida, algumas vezes suando bicas. Isso é roer unhas.

UNHAS SEM VERGONHA

Então gostaria de dividir essa imagem com você, porque unhas e movimento sempre andaram juntos de alguma forma. É preciso cravar as mãos na linha de chegada, comemorar na linha de chegada. Com os braços abertos para o mundo, de mãos cheias, arranhando e acariciando se preciso.

Então, para quem está por aí lutando para parar de roer unhas, essa é a mensagem. Que não é apenas pela beleza, que aliás é muita, mas por se abrir quando dizem que devemos andar acanhadas, de mãos escondidas. Mesmo nossas unhas roídas não devem ser escondidas, são testemunho de quem somos, que ganhem o mundo tanto quanto as coloridas e compridas unhas esmaltadas das redes sociais e das atletas que nos emocionam.

Delas vem a raíz de tudo. A gente sabe que roer faz mal, a gente sabe. Afeta o intestino, os músculos da cara, gengivite. Leva os maus organismos para dentro de nosso corpo. Mas é um escape, mesmo que não deva ser. Para algumas pessoas o problema é tamanho que podem chegar a roer as unhas dos pés.

PARAR DE ROER UNHAS

Então a primeira coisa que indico para você que quer parar de roer unhas, mesmo que tenha sido bem complicado para mim mesma é: entender a origem do problema. Quase sempre é a saúde mental, uma depressão, ansiedade social, essas coisas que nos tiram dos eixos e afundam ainda mais os dedos nas mãos em vergonha. Não tenha. Se precisar fale com as amigas sobre o problema e busque auxílio fazendo sua manicure. Deixar as unhas esmaltadas ajuda pra caramba.

E depois, se inspirar nessas mulheres que fazem da unha parte de sua mensagem, de sua fortaleza. Não para os outros, não. É para a gente mesma. Mesmo.

Imagem de destaque: Florence Griffith Joyner (Anacleto Rapping)

Você fala e a gente escuta